Coisa estranha é achar que existe felicidade plena em nosso mundo, pois quem é capaz de ser feliz nessa confusão em que vivemos. Acho que hoje é preciso parar e pensar, rever o conceito de felicidade, o que é felicidade afinal? Será que ter um super carrão, uma bela casa, uma linda esposa (cheia de plásticas) é felicidade? Ou será que o conceito de felicidade não está um pouco deturpado pela sociedade moderna? Ou será que não estão nos vendendo o que nos devemos dizer que é felicidade, posso até pensar que daqui alguns anos vou poder ir ao mercado e compra felicidade em uma latinha, com várias marcas e dosagens, pois da maneira que as coisas andam é capaz de se enlatar até nossos sentimentos mais verdadeiros. O que complica mais ainda é que a malha de proteção que fica entrono dessa mentira é enorme, ou seja, ela começa desde quando somos seres inocentes e vem crescendo junto conosco, passando pela nossa infância, pré-adolescência, adolescência (aqui um momento onde alguns conseguem começar a se livrar dessa malha), e infelizmente chegamos à idade adulta acreditando em tudo que nos disseram, mas com um serio problema, cheio de desilusões e procurando respostas, mas nunca aceitando que o gerador de nossas desilusões pode ser uma incapacidade nossa de viver no meio dessa malha de serviços a favor desse mundo bizzaro. O que nos torna seres incapazes e muitas vezes vistos como loucos e estranhos por pensar diferente da grande maioria, essa estranheza só acontece quando conseguimos perceber as coisas, senão acabamos adultos inseridos na vala comum dos que aceitam o mundo como esta, ou seja, a maioria, maioria esta que às vezes é mais prejudicada do que o ser em conflito, mas que simplesmente não percebe e vive sua vida de ilusão e alegria aparente, numa “coisa” que não existe e o fato de ter que trabalhar, estudar, se puxar para ter uma vida melhor e feliz é o que comanda a vida, ou seja, nascer, estudar, trabalhar, se aposentar( momento eufórico para maioria) e logo depois morrer de alguma doença causada pela sua vida corrida. É um ciclo vicioso e primordial para manter o sistema, sem este ser os outros, a pequena parcela que se beneficia em partes disso, não poderia ter as alegrias e as felicidades que o ser “trabalhador” e inserido na vala comum do sistema, sempre perseguiu de uma forma utópica e com uma enorme fé que não se vê nem nas maiores beatas das igrejas.
Não consigo ver em nossas vidas a felicidade plena, mas sim alguns surtos de alegrias ( que aqui não neste texto não citei nenhum).
terça-feira, 10 de março de 2009
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